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Primeiro observatório de camada de ozônio no Tibet entra em operação
2008-01-07
Lhasa, 7 jan (Xinhua) -- O primeiro observatório para medir a redução da camada de ozônio no planalto Qinghai-Tibet entrou em operação recentemente, anunciou a administração de meteorologia da Região Autônoma do Tibet, no sudoeste da China.
Com um investimento de US$ 208 mil, a construção do observatório começou em dezembro passado em Lhasa, a capital regional, a 3.648,9 metros acima do nível do mar. No observatório foi instalado um moderno espectrofotômetro de ozônio Brewer, que sozinho custa US$ 192 mil.
O planalto Qinghai-Tibet é uma área adequada para observar a mudança climática mundial, disse Zhang Yong, engenheiro sênior do Departamento de Meteorologia de Lhasa. "A comparação de dados sobre a camada de ozônio coletados no Tibet com os coletados no observatório da província de Qinghai refletirá exatamente as mudanças na camada de ozônio sobre o planalto", acrescentou.
Zhang disse ainda que o observatório fornecerá informações precisas sobre a quantia total do ozônio e a radiação ultravioleta-B.
"O instrumento sofisticado enviará, de forma regular, dados para os departamentos meteorológicos chineses para serem analisados. Esses dados serão transferidos para o Centro Mundial de Dados da Camada de Ozônio e Radiação Ultravioleta com sede no Canadá, para beneficiar cientistas do mundo todo", explicou Zhang.
Lhasa localiza-se numa região com ozônio de baixo nível, no planalto Qinghai-Tibet, China. Cientistas chineses haviam descoberto que a camada de ozônio de lá é mais escassa durante o verão, comparada com as de outras regiões na mesma latitude na Terra.
O ozônio é um dos gases formadores da atmosfera da Terra e é o principal escudo contra a radiação ultravioleta-B, absorvendo aproximadamente 90% dos raios. A excessiva exposição pode causar câncer de pele nos seres humanos e é um dos principais causadores para o derretimento dos glaciares. Fim
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