| "Convenção de Lhasa" não comprova que Tibet seja um país soberano, diz especialista |
| 2008-05-27 |
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Beijing, 27 maio (Xinhua) -- Lian Xiangmin, especialista chinês em estudos tibetanos publicou um artigo para refutar um mal-entendido entre alguns estrangeiros, que erroneamente tomaram a "Convenção de Lhasa" para comprovar que o Tibet é um país soberano.
O autor indica que a "Convenção de Lhasa", assinada sob a coação dos invasores britânicos em 1904, de fato somente pode demonstrar a história das agressões britânicas contra o Tibet da China, e não comprovar que o Tibet seja um país soberano. O fato de que o Tibet é parte do território soberano da China não somente é o consenso da comunidade internacional no momento, mas também era a opinião compartilhada pelos países antes do século XX, assinala o artigo. Ainda no fim do século XIX e no início do XX, quando a China sofria de incessantes agressões de estados imperialistas ocidentais, todos os países do mundo dirigiam os assuntos relacionados com o Tibet através do governo central da Dinastia Qing (1644-1911). No entanto, as forças imperialistas aproveitaram uma debilidade da Dinastia Qing e começaram a planejar como separá-lo da China. Com o objetivo de colocar o Tibet sob sua esfera de influência, os agressores britânicos invadiram o Tibet em 1903. O exército tibetano e os civis resistiram mas foram derrotados, comenta o autor. Durante a invasão, o exército britânico ocupou Lhasa e o XIII Dalai Lama foi forçado a fugir da cidade. Os invasores obrigaram os funcionários do governo local tibetano a assinar a "Convenção de Lhasa" em 7 de setembro de 1904. Mas como o Ministério dos Assuntos Exteriores do governo Qing acreditou que a "Convenção de Lhasa" danificaria a soberania nacional, o alto comissário atribuído ao Tibet pelo governo Qing se negou a assiná-lo, deixando-o sem efeito, explica o autor. Naquela época, os altos comissários fiscalizavam a administração dos assuntos tibetanos em nome do governo central da Dinastia Qing, gozando de uma posição do mesmo nível que o Dalai e o Panchen. Podemos ver na história que a China, inclusive nos últimos anos da débil Dinastia Qing, não permitiu que o Tibet fosse separado do país, indicou Lian. Atualmente, a "independência do Tibet" é ainda mais impossível de ser realizada. Fim |