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China condena a resolução do Parlamento Europeu sobre Tibet
2008-04-12
Beijing, 12 abr (Xinhua) -- A resolução sobre a questão do Tibet adotada pelo Parlamento Europeu na última quinta-feira foi uma interferência violenta nos assuntos internos da China e feriu profundamente os sentimentos do povo chinês, disse sexta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Jiang Yu.
A resolução pede que os líderes da União Européia (UE) boicotem a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a menos que o governo chinês retome negociações com o Dalai Lama.
Jiang disse numa declaração que a resolução "flagrantemente distorceu a história e a realidade atual do Tibet, interferiu violentamente nos assuntos internos da China, apoiou abertamente a posição secessionista do Dalai Lama, confundiu o preto com o branco ao comentar os crimes em Lhasa, e condenou infundadamente o governo, deliberadamente associando a questão do Tibet aos Jogos Olímpicos, ferindo gravemente os sentimentos do povo chinês".
"A China se opõe decididamente a esse documento e ficou muito indignada", disse Jiang, acrescentando que a questão do Tibet é um assunto totalmente interno do país, que não permite nenhuma interferência de qualquer outra nação ou organização internacional.
De acordo com a porta-voz, os distúrbios em Lhasa, os assaltos contra as embaixadas e consulados chineses na Europa e as tentativas de interromper o revezamento da tocha olímpica, todos planejados pela as forças "pró-independência do Tibet", revelaram totalmente a natureza de violência da camarilha do Dalai Lama.
"O Parlamento Europeu fez vista grossa a esses fatos. Em vez de condenar a camarilha do Dalai, que tramou e organizou os crimes violentos, preferiu incentivar a violência e as atividades separatistas", comentou a porta-voz.
"Pedimos com veemência que o Parlamento Europeu respeite os fatos, pare de interferir nos assuntos internos da China, abandone provocações e antagonismos e descarte o duplo padrão nos assuntos relacionados a direitos humanos", acrescentou.
Jiang reiterou que o governo central chinês está disposto a manter contatos e conversações com o Dalai Lama desde que este, sinceramente, renuncie à posição "pró-independência do Tibet", abandone as atividades para separar a China, deixe de incitar crimes violentos em Tibet, e em outros lugares, e pare de tentar sabotar os Jogos Olímpicos. Fim

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