| Espetáculos políticos sobre Tibet nunca têm bons resultados: Acadêmicos russos |
| 2008-04-11 |
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Beijing, 11 abr (Xinhua) -- Os recentes distúrbios na Região Autônoma do Tibet da China foram tramados do exterior e este tipo de espetáculo político nunca teve algum resultado positivo, disseram especialistas russos.
O Tibet é parte do território da China desde o Século XIII, disseram em um artigo Aleksandr Salitzky, pesquisador de economia e relações internacionais da Academia Russa de Ciências, e Vladimir Fisyukov, comentarista da emissora de rádio Voz da Rússia. No Século XIII, sob a dinastia Yuan (1279-1368), o imperador Kublai Khan (1215-1294) uniu o Tibet e a China. "Após isso, os imperadores chineses regeram o território, a princípio nomeando os Dalai Lamas, os líderes clericais supremos dos budistas tibetanos", diz o artigo intitulado "Tibet Chinês e Desempenho Político Europeu". Em 1907, Rússia e Reino Unido assinaram um tratado concordando respeitar a integridade territorial do Tibet e realizar cooperação com Lhasa só através da mediação de Beijing, diz o artigo publicado no site de internet Fundação Cultural Estratégica. A Constituição de 1947 da República da China descreveu a alguns membros do governo tibetano e estabeleceu a localização do Tibet dentro da China como uma autonomia, diz o artigo. Depois do estabelecimento da República Popular a China em outubro de 1949, as autoridades chinesas enviaram tropas ao Tibet para liberar à região do regime do Kuomintang (KMT), diz o artigo, acrescentando que o "Acordo sobre a Liberação Pacífica do Tibet" foi assinado em 23 de maio de 1951, o qual outorgou ao território tibetano a autonomia regional. O artigo diz que no mundo moderno, a independência de um estado não só é uma questão política, mas também técnica. "Exercer o controle sobre territórios enormes mas escassamente povoados, protegê-los, desenvolver a infra-estrutura, o sistema de educação e atenção médica são tarefas muito difíceis, inclusive para as autoridades regionais atuais, por não mencionar a escura teocracia budista de 1940 a 1950", diz o artigo. Atualmente, a população do Tibet desfruta de mais liberdade que nunca: podem cultivar sua terra ou criar ganhos. Os estudantes podem ser monges ou ingressar em universidades. Também há oportunidades de emprego suficientes em setores como o transporte público, agências de turismo ou serviços ecológicos. Já não há servos no Tibet, diz o artigo, e os monastérios budistas perderam interesse em roubar as pessoas porque obtêm dinheiro suficiente dos turistas, do desenvolvimento de artesanatos tradicionais e desfrutam de subsídios das autoridades regional e central, diz o artigo. Alguns ocidentais trataram de voltar-se "mais papistas que o Papa" e vincularam a política aos Jogos Olímpicos de Beijing. Infelizmente, o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, compartilha com algumas estrelas de Hollywood a opinião de boicotar os jogos. Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes de Estados Unidos, inclusive chegou ao cinismo quando comentou a situação no Tibet. De fato, antes do seu discurso, poderia ter lembrado dos resultados da invasão americana no Iraque em 2003 e o número de vítimas entre os civis iraquianos. Os espetáculos políticos nunca geram resultados positivos e só causam desconcerto entre quem, pelo menos, têm uma idéia vaga do estado real da situação, conclui o artigo. Fim |