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Comentário: Dalai Lama é um político, não um monge simples
2008-03-31
Beijing, 31 mar (Xinhua) -- O Dalai Lama sempre se descreve como "um monge simples". Porém, o que ele fez nas últimas décadas indica que ele também é um político que viaja pelo mundo fazendo coisas que não se adaptam a suas palavras.
É difícil imaginar que um monge simples seja tão ocupado no palco mundial. No momento, sua agenda inclui viagens a Seattle, Estados Unidos, Londres e Nantes da França, em que ele deverá se reunir com funcionários de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
Estas só são algumas de suas viagens pelo mundo nas últimas cinco décadas.
Em 1951, o governo chinês assinou um acordo de 17 pontos com os representantes tibetanos. O Dalai Lama telefonou ao então presidente Mao Zedong, dizendo que o governo local e os monges tibetanos apoiavam a direção do governo central.
Em 1º de outubro de 1958, ele escreveu para o Diário do Povo, na qualidade de vice-presidente da Assembléia Popular Nacional, legislatura nacional, dizendo que os tibetanos gozavam de liberdade e igualdade completa desde o retorno à pátria.
No entanto, alguns meses depois, ele apoiou uma insurreição armada no Tibet, fracassada, e fugiu para a Índia e criou o "governo no exílio".
Desde então, ele traiu seu país natal e tibetanos por muitas vezes, pedindo para que o Tibet seja separado da China, o que excedeu muito o que um monge simples deve fazer.
Ele está proclamando "paz" e "compaixão humana" e procurando "benefícios" para os tibetanos enquanto viaja freqüentemente pelo mundo todo de avião, recebendo elogios aqui e ali.
Ele nunca renunciou a "Constituição Tibetana de Exílio", um documento obsoleto similar à "Constituição do Tibet Futuro", elaborado em 1963, que proclama a criação de um "estado unificado etnicamente, liderado pelo Dalai Lama".
Em 1987 e 1988, ele propôs o "Plano de Paz de Cinco Pontos" no Congresso dos Estados Unidos e a "Nova Proposta de Sete Pontos" no parlamento europeu, defendendo a "independência do Tibet".
Nos últimos anos, o Dalai Lama disse, em várias ocasiões, que ele não busca independência, e ao contrário, ele procura um alto grau de autonomia para o Tibet sob o marco da Constituição Chinesa.
Porém, segundo o que ele falou sobre a autonomia, as forças armadas chinesas devem deixar o Tibet e o território deve manter relações diplomáticas com outros países e organizações internacionais, o que, segundo An Cedain, pesquisador do Centro de Pesquisa sobre o Tibet, é equivalente à "independência do Tibet".
Enquanto isso, o Dalai Lama está ampliando sua organização pró-independência. Seu "13º governo em exílio", criado em 2006, conta com sete "ministérios", enquanto em 1959, seu "governo" só tinha quatro.
Para tornar o status do "governo em exílio" mais acreditável, o Dalai Lama e seus seguidores elaboraram "hino nacional tibetano" e "bandeira nacional tibetana", que não existiam antes de 1959.
Os alunos das escolas tibetanas no exterior devem cantar o "hino" e içar a "baneira" em cerimônias de abertura, o que demonstra o objetivo evidente do Dalai Lama pela independência.
Um artigo publicado pelo New York Times disse que "o Dalai Lama é um estrategista político pobre e pobremente aconselhado".
Se o Dalai Lama, de 73 anos, desejar verdadeiramente ser um monge budista simples, é hora exata para ele suspender o jogo político e parar de enganar as pessoas, especialmente os ocidentais, com suas afirmações hipócritas de "autonomia". Fim
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