| Conduta dos desordeiros viola princípios budistas, dizem budas vivos |
| 2008-03-27 |
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Lhasa, 27 mar (Xinhua) -- A conduta dos desordeiros no Tibet este mês violou os princípios do Budismo e o conceito religioso de misericórdia e compaixão defendidos por Sakyamuni, comentaram budas vivos nesta quarta-feira, no Tibet.
"Alguns monges não aprenderam as escrituras do Budismo, não seguiram o código religioso. Pelo contrário, alteraram a ordem religiosa e prejudicaram os interesses básicos do setor religioso assim como dos crentes do Budismo", mencionou Dazhag Dainzin Geleg, um buda vivo do monastério Dagcha no Tibet. A doutrina básica do Budismo tibetano, de acordo com a qual os monges devem cultivar em si, assinala que terá que "evitar todo mal e fazer o bem", comentou o buda, vice-presidente do capítulo tibetano da Associação Budista da China. Chubakang Tubdain Kaizhub, chefe do capítulo tibetano da Associação Budista da China, disse que se sentiu triste ao ver as pessoas em batinas carmesim participando de bárbaros espancamentos, quebra-quebras, saques e incêndios criminosos. "Nas últimas décadas, o governo (chinês) destinou muito dinheiro para a manutenção dos monastérios e proporcionou subsídios para os monges idosos", comentou Lobsangba Chilai Qoisang, um buda vivo de Qamdo, Tibet. "Os poucos monges ingratos, que violaram os princípios budistas, foram realmente decepcionantes". Ngagwang Qoizhag, do Templo Jokhang, comentou que os monges envolvidos nos distúrbios não podem representar o budismo tibetano nem seus crentes. "O Dalai Lama aproveita sua posição religiosa para enganar e subornar alguns monges, utilizando-os para provocar problemas na China. Sua conduta alterou a ordem religiosa normal e contradiz os princípios budistas", indicou Lhadar Ngagwang Daindzin, vice-presidente do capítulo tibetano da Associação Budista da China. O 11º Panchen Lama, Gyaincain Norbu, também havia condenado os distúrbios, dizendo que, decididamente, apóia o Partido Comunista da China e os esforços do governo chinês para garantir a segurança e a estabilidade em Lhasa. Fim |