Mensagem do Embaixador   Informações da Embaixada   Serviço Consular   A China ABC   Relações Sino-brasileiras   Intercâmbio Econômico e Comercial   Cooperação Científica e Tecnológica   Intercâmbio Cultural   Notícias de Atualidade   Declarações de Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros 
Home > Informações Temáticas > Questão do Tibete
Comentário: Por que China é percebida freqüentemente como errada?
2008-03-26
Por Yu Zheng

Beijing, 26 mar (Xinhua) -- Algumas pessoas do Ocidente acreditam que o período antes dos Jogos Olímpicos do Verão 2008 constitui uma das melhores oportunidades para atacar o governo chinês.
Isto ocorre com o Tibet. Não importa o que os meios de comunicação chineses informaram sobre as atrocidades dos desordeiros em Lhasa, sobre como eles infringiram a lei, como eles são impopulares entre os moradores de Lhasa. A versão da história de Lhasa nas mentes de alguns meios de comunicação ocidentais já está gravada: a autoridade pública é maligna e os protestadores são vulneráveis. Isso se ajusta bem à história ocidental e cristã de Davi e Golias.
As percepções estabelecidas já dificilmente podem ser alteradas nas mentes arrogantes. Uma vez que as versões da história se formaram, com freqüência permanecem, e alguns meios de imprensa ocidentais nem sequer se preocupam em descobrir os fatos que contradizem as versões já formadas.
Com essa mentalidade tão fechada, qualquer novo acontecimento é só evidência que confirma ainda mais a versão predeterminada (preconceito, se desejar), que, no caso do Tibet, é de que o governo chinês está errado.
Mas a arrogância é evidente nas atitudes ocidentais para um país em desenvolvimento que vai organizar os Jogos Olímpicos.
Apesar da idéia original de pôr o fim à guerra e da propagação da harmonia mundial, a Olimpíada agora está muito politizada. Todas as metas políticas estarão relacionadas com a próxima Olimpíada.
A hipocrisia ajuda, por um lado, a aumentar a confiança em um mesmo, mas por outro, as pessoas hipócritas se apegam firmemente a seus próprios padrões de julgamento. O julgamento hipócrita, com freqüência arbitrário, contribui para uma confusão entre as distinções dos diferentes conceitos, como, no caso do Tibet, a incapacidade (ou falta de vontade) de distinguir o correto do incorreto.
A violência criminal em Lhasa foi traduzida em repetidas ocasiões como uma manifestação justificável de ressentimento étnico e religioso e, portanto, deve ser tratada com indulgência.
Com uma teimosia cognitiva, alguns ocidentais hipócritas compreensivelmente preferem os rumores não verificados, que em sua maioria foram comprovados depois equivocados, ao fornecimento oficial de informação, em favor de grupos de interesses especiais em vez dos governos legítimos.
Enquanto eles mostram simpatia para as causas defendidas por esses grupos de interesses especiais, mostram pouca simpatia às vítimas que sofrem a violência "justificável" em Lhasa.
Quem nos meios de comunicação ocidentais se preocupa com o jovem policial que foi torturado pelos desordeiros quando lhe foi arrancado de suas nádegas um pedaço de carne do tamanho de uma mão fechada? Está bem, ele é integrante da polícia armada, e daí? Quem se preocupa com as vidas das cinco vendedoras que morreram queimadas pelos desordeiros? As cenas foram omitidas da imagem. Fim
Suggest To A Friend
  Print