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Matéria de Fundo: Fatos históricos do Tibet (2)
2008-03-25
A libertação pacífica estabeleceu a base para a autonomia étnica regional no Tibet. Em 23 de maio de 1951, o "Acordo sobre Medidas para a Libertação Pacífica do Tibet entre o Governo Popular Central e o Governo Local do Tibet" ("Acordo de 17 Artigos") foi assinado e o Tibet foi libertado pacificamente. A libertação pacífica encerrou a agressão imperialista contra o Tibet, retirou os grilhões políticos e econômicos impostos aos tibetanos, realizou a igualdade e a unidade entre o grupo étnico tibetano e todos os grupos étnicos do país, além da unidade interna no Tibet, e estabeleceu a base para a autonomia étnica regional no Tibet.
Em abril de 1956, o Comitê Preparatório para a Região Autônoma do Tibet foi estabelecido em Lhasa. O 14º Dalai Lama foi o presidente do comitê, o 10º Panchen Lama, primeiro vice-presidente, e Ngapoi Ngawang Jigme, secretário-geral. A criação deste comitê garantiu que o Tibet tivesse um órgão de trabalho consultivo com força política e promoveu vigorosamente a realização da autonomia étnica regional no Tibet.
A reforma democrática limpou o caminho para a autonomia étnica regional no Tibet. Quando a região foi libertada pacificamente, em consideração a realidade do Tibet, o "Acordo de 17 Artigos" confirmou a necessidade da reforma do sistema social tibetano, e ao mesmo tempo, deterninou que "o governo central não utilizaria coerções para implementar esta reforma, e isso seria realizado pelo governo local do Tibet; uma vez que o povo pedisse reforma, o assunto deveria ser resolvido por meio de consulta com pessoais de liderança do Tibet". Mas com a crescente demanda do povo para a reforma democrática, algumas pessoas do nível superior de domínio do Tibet, apoiadas pelas forças imperialistas, provocaram uma rebelião armada em 10 de março de 1959 para preservar o escravismo feudal e separar o Tibet da China. (Continua)
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