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Matéria de Fundo: Fatos históricos do Tibet (1)
2008-03-25
Beijing, 25 mar (Xinhua) -- A China é um país multi-étnico unificado e o Tibet é parte inalienável da nação. Os tibetanos vêm mantendo uma relação estreita com a etnia Han e com outros grupos étnicos do resto do país desde tempos antigos.
No século 7, esta relação atingiu um dos pontos mais altos, quando Srong-btsan Sgam-po (ou Songtsan Gambo, o rei do Reinado Tubo que governava o planalto tibetano naquela época), mandou duas vezes enviados ao imperador da dinastia Tang para pedir em casamento a princesa Wen Cheng, com quem se casou depois. Os tibetanos e os Hans, através do casamento das famílias reais e de diversas encontros, formaram laços econômicos e culturais estreitos, dando a base para a fundação de uma nação unificada no futuro.
No século 13, o Tibet se tornou parte do território da China. Desde então, enquanto assumiam a responsabilidade de aprovar os órgãos administrativos locais e decidir e resolver assuntos importantes relativos ao Tibet, os governos centrais das dinastias Yuan, Ming e Qing e da República da China mantiveram geralmente intactos a estutura e o órgão governante originais dessa região, nomearam amplamente eclesiásticos e membros seculares de alta camada para tratar assuntos locais e deram ao governo local e aos oficiais do Tibet um poder de tomada de decisão extensivo.
As medidas desempenharam um papel historicamente positivo na manutenção da unificação do país. Mas como os governadores autocráticos feudais em diversos períodos execeram uma política étnica marcada pela discriminação étnica e opressão, mantendo o sistema original e o poder da classe governante local, eles não resolveram ou não tiveram como resolver o assunto de igualdade étnica e o de tornar o povo local dono dos seus próprios assuntos.
Na primeira metade do século 20, o Tibet continuava sendo uma sociedade de escravidão feudal sob teocracia, até mais obscura e atrasada do que a Europa Medieval. Os eclesiásticos e os proprietários seculares de servos, mesmo representando menos de 5% da população do Tibet, controlavam a liberdade pessoal dos servos e escravos, que representavam mais de 95% da população tibetana, além da maioria esmagadora dos meios de produção.
Recorrendo aos rigidamente estratificados Código de 13 Artigos e Código de 16 Artigos e a punições extremamente selvagens, incluindo arrancar os olhos, cortar orelhas, mãos e pés, tirar tendões, jogar pessoas nos rios e de cima de penhascos, os governadores tibetanos praticavam crueis exploração econômica, opressão política e controle mental dos servos e escravos. O direito de subsistência de grandes massas de servos e escravos não foi protegido, sem mencionar os direitos políticos.
Depois da Guerra do Ópio de 1840, a China passou a ser um país semi-colonial e semi-feudal. O Tibet, como outras regiões da China, sofreu a agressão das potências imperialistas, que apoderavam-se de todos os tipos de privilégios especiais através de tratados desiguais. As forças estrangeiras submeteram o Tibet ao controle e exploração colonial e, ao mesmo tempo, prepararam separatistas entre os elementos da camada governante do Tibet, na tentativa de separar o Tibet da China.
Assim, remover os grilhões do imperialismo e da servidão feudal tornou-se uma das tarefas historicamente mais importantes para garantir a unificação do país e promover o desenvolvimento do Tibet.
A fundação da República Popular da China em 1949 acabou com a história obscura da China semi-colonial e semi-feudal, realizou a unificação do país, a união dos grupos éticos e a democracia do povo e trouxe esperança para o povo tibetano: Eles podem controlar seu próprio destino na grande família da pátria mãe. (Continua)
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