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Especialistas acusam camarilha do Dalai de provocar desordens no budismo tibetano
2008-03-24
Beijing, 24 mar (Xinhua) -- Dois especialistas em estudos tibetanos criticaram a camarilha do Dalai, dizendo que ela deve assumir a responsabilidade pelas desordens no budismo tibetano.
"Os distúrbios em Lhasa, em que houve espancamentos, quebra-quebras, saques e incêndios criminosos, custaram a vida de pessoas inocentes e causaram grande perda de propriedades. Isto vai completamente contra o valor apregoado pelos budistas tibetanos", publicou domingo o jornal Guangming Daily, citando palavras do doutor Dawa Cering, um pesquisador do Cento de Pesquisa em Tibetologia da China (CPTC).
"É um antigo preceito dos budistas tibetanos que a vida humana é de importância suprema", acrescentou.
"É uma acusação infundada da camarilha do Dalai e de algumas potências estrangeiras de que os tibetanos não têm liberdade de religião. Muito pelo contrário, temos ampla evidência em nossa pesquisa que as causas religiosas no Tibet estão tendo o período mais próspero de sua história", disse Doga Cering, subdiretor do Instituto para Estudos Religiosos sob o CPTC.
"O Partido Comunista da China (PCC) e o governo central expressaram um cuidado especial pelo budismo tibetano, e conferências e seminários são realizados regularmente para solicitar as opiniões dos budistas tibetanos", disse.
"O governo investiu mais de 1,1 bilhão de yuans (aproximadamente US$ 154 milhões) na renovação e reconstrução de templos no Tibet desde 1979. De 1989 a 1994, o governo central atribuiu uma quantidade de dinheiro sem precedentes para a renovação de relíquias culturais --mais de 55 milhões de yuans e materiais de construção incluindo ouro e prata-- para restaurar o Palácio Potala, disse Doga Cering.
O governo fez também um investimento enorme na coleta e publicação de clássicos do budismo tibetano. O governo investiu mais de 35 milhões de yuans na publicação do Tripitaka Tibetano, acrescentou.
"A camarilha do Dalai e seus simpatizantes são os que estão prejudicando a ordem normal do budismo tibetano", disse o especialista.
"A camarilha do Dalai é verdadeiramente secessionista e sempre interrompe cerimônias religiosas com distúrbios e turbulência e até tentou coroar um buda vivo desqualificado, à sua própria vontade", acrescentou.
Ele disse que na atualidade os tibetanos têm maiores facilidades para realizar sua práticas religiosas porque seus níveis de vida melhoraram notavelmente.
"Por exemplo, a ferrovia Qinghai-Tibet facilitou o culto religioso aos tibetanos", disse o doutor Dawa Cering. "Minha família pode passar o ano novo em Lhasa, enquanto rende culto ao Buda ao mesmo tempo. Os tibetanos do planalto levam agora menos tempo para viajar às terras sagradas budistas em outras províncias, como a Montanha Wutai e a Montanha Putuo", explicou.
"Os distúrbios planejados pela camarilha do Dalai e seus simpatizantes arruinaram os interesses fundamentais do povo tibetano. Acredito que a maioria dos tibetanos não os seguiriam às cegas", disse. Fim
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