| Dalai Lama promove distúrbios em regiões tibetanas, diz importante assessor político |
| 2008-03-24 |
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Beijing, 24 mar (Xinhua) -- Dalai Lama foi o promotor dos distúrbios que ocorreram nas regiões tibetanas na China, disse domingo um importante assessor político.
O Dalai Lama tem a intenção de separar o Tibet da pátria quando o país está se preparando para os Jogos Olímpicos de Beijing, disse Ngapoi Ngawang Jigme, vice-presidente do 11º Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), em uma entrevista exclusiva à Xinhua. Ngapoi Ngawang Jigme, 98 anos, nasceu em Lhasa do Tibet, no sudoeste da China, e trabalhou para o antigo governo local tibetano antes da libertação pacífica do Tibet no início da década dos 50. "O Tibet foi uma parte inalienável da China desde tempos muito antigos", disse. "Ninguém do governo central na história havia reconhecido a independência do Tibet". Inclusive nos últimos tempos da Dinastia Qing e no período do governo do Kuomintang no início do século XX, quando a China foi debilitada pela invasão estrangeira e pelas guerras civis, o Tibet não se separou da China, acrescentou. A região foi libertada de forma pacífica através da abolição da escravidão em 1951 e o Exército de Libertação Popular guarneceu a capital Lhasa em outubro daquele ano. "Sou uma testemunha do desenvolvimento e das mudanças no Tibet durante quase um século e experimentei dois regimes diferentes no Tibet", disse Ngapoi Ngawang Jigme. "Qualquer pessoa que tenha vivido em dois regimes reconhecerá o grande progresso que o Tibet conseguiu sob o sistema socialista depois da libertação e a população se tornou senhora de seus próprios assuntos". Os distúrbios organizados e realizados por secessionistas fracassaram na história, o que demonstra que a busca da "independência do Tibet" violou a vontade do povo tibetano, disse à Xinhua. Os rebeldes armados provocaram distúrbios em 1959 para procurar a "independência do Tibet" e depois disso o Dalai Lama se exilou na Índia. No fim da década dos 80, ocorreram novamente distúrbios em Lhasa, que terminaram pouco tempo depois. Todos os chineses, incluindo os tibetanos, não permitirão que nenhuma força separe o Tibet do território chinês e se unirão para lutar pela unidade do país e pelo bem-estar do Tibet, disse. Fim |