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Mais Budas Vivos condenam violência sincronizada em áreas habitadas por tibetanos
2008-03-23
Xiahe, província de Gasu, 22 mar (Xinhua) -- Mais Budas Vivos expressaram sua condenação sexta-feira às atividades de sabotagem nas áreas povoadas por tibetanos desde 14 de março e disseram que os distúrbios alteraram seriamente a ordem religiosa.
"As atividades de sabotagem alteraram nossa cultura e serviços religiosos e a ordem nos monastérios", disse Jamyang Losang Jigme Tubdain Qoigyi Nyima, um Buda Vivo e vice-presidente da Assembléia Tibetana da Associação Budista da China.
"A etnia e a religião são só camuflagens enganosas. Seu verdadeiro motivo é alterar a estabilidade social e prejudicar a ordem nos monastérios", disse.
Outros líderes religiosos importantes em Gansu expressaram sua oposição à série de distúrbios em Lhasa e nas províncias de Gansu (noroeste do país) e Sichuan (sudoeste) desde 14 de março, nos quais desordeiros incendiaram lojas, atacaram edifícios governamentais e pessoas inocentes. Dezoito civis morreram em Lhasa e diversos policiais e funcionários ficaram feridos ao tentarem impedir que os desordeiros provocassem destruição.
A violência, coordenada pela camarilha separatista do Dalai, foi condenada amplamente por personalidades religiosas e pelo público em geral.
"Os crimes de algumas pessoas não só são contrários às leis da China, mas também violam os preceitos básicos budistas", disse Dewacang Jayangtudain Gyaincog, um Buda Vivo do famoso monastério Labrang, na Prefeitura Autônoma Tibetana Gannan.
"Aqui peço aos crentes budistas que se afastem dos criminosos, não se deixem enganar nem propaguem rumores, além de não participar de distúrbios dos secessionistas", disse.
A violência acabou nas áreas povoadas por tibetanos, onde as pessoas se esforçam por restabelecer a ordem.
A televisão estatal da China CCTV transmitiu um vídeo na sexta-feira, mostrando uma multidão a cavalo e com porretes em Gannan e no distrito de Aba, em Sichuan. Alguns deles gritavam "independência do Tibet" e hasteavam bandeiras do "governo tibetano no exílio". Fim
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