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Figuras religiosas tibetanas se opõem às declarações recentes do Dalai Lama
2008-03-17
Lhasa, 17 mar (Xinhua) -- Figuras religiosas tibetanas expressaram oposição às declarações do Dalai Lama, que classificou os distúrbios da última sexta-feira no Tibet de "genocídio cultural" e "governo de terror", em recentes entrevistas.
"As palavras do Dalai Lama, feitas em uma entrevista coletiva, são completamente infundadas e contra a realidade", disse o vice-presidente da Filial Tibetana da Associação Budista da China, Lhadar Ngawang.
Durante os últimos cinqüenta anos, mudanças enormes aconteceram no Tibet. O povo desfrutou completamente a liberdade e democracia e seus padrões de vida melhoraram de forma significativa. "Qualquer pessoa que conheceu o Tibet verá a realidade", assinalou Ngawang Daindzin, que também é um Buda presente.
"As declarações do Dalai Lama sobre o "genocídio cultural" são falsas e infundidas", acrescentou.
Ele também pediu ao governo que castigue aqueles que iniciaram as atividades violentas na sexta-feira, e estiveram envolvidos na onda de agressões, roubos e incêndios.
Foram confirmadas as mortes de treze cidadãos, informou. "Os amotinadores que vestiam sotainas não eram monges verdadeiros. O que eles fizeram é completamente contra o princípio do Budismo".
"A proteção e manutenção de conventos são a melhor medida para manter a cultura tibetana", disse Tubdian Targyai, um Buda presente no Mosteiro Gandan.
"Nos últimos anos, o governo destinou uma enorme quantidade de dinheiro na reparação de mosteiros e prédios do patrimônio, o que demostra a proteção da cultura tibetana por parte do governo chinês", comentou. Fim
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