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Funcionários tibetanos refutam declarações do Dalai
2008-03-17
Beijing, 17 mar (Xinhua) -- Funcionários de alto nível do Tibet refutaram domingo as declarações sobre "genocídio cultural" e "regime do terror" feitas pelo Dalai Lama e disseram que esses argumentos são uma mentira e uma "pura besteira".
O Dalai se referiu ao "regime do terror" e ao "genocídio cultural" em suas recentes declarações separatistas depois dos distúrbios em Lhasa, informaram meios de comunicação.
Legqoi, subdiretor do Comitê Permanente da Assembléia Popular Regional do Tibet, disse que "'o regime do terror no Tibet', como disse o Dalai, é uma pura besteira".
"O conceito de 'cidadão' simplesmente não existia no antigo Tibet", disse Legqoi. "Sob o regime de escravidão, os escravos não tinham nada e eram vendidos por seus proprietários. Eles sofriam todo o tipo de torturas atrozes".
"Os tibetanos só começaram a se encarregar de seus próprios assuntos depois do estabelecimento da autonomia regional em 1965", disse Legqoi.
A cultura tibetana se desenvolveu, bem ao contrário do chamado "genocídio cultural".
"Existem 161 locais culturais no Tibet, incluindo 35 na lista de proteção de nível estatal. Temos 1.700 templos bem protegidos. Os monges e o público em geral desfrutam de total liberdade religiosa", disse Legqoi.
"Se o grupo separatista do Dalai não danificasse (a estabilidade no Tibet), o Tibet estaria em seu melhor período de desenvolvimento da história", disse o prefeito de Lhasa, Doje Cezhug. "Atualmente, os tibetanos levam uma vida moderna, ao mesmo tempo que desfrutam do desenvolvimento da cultura tibetana tradicional".
O Partido Comunista da China e o governo outorgam grande importância ao desenvolvimento cultural do Tibet e realizaram atividades de pesquisa, salvamento e proteção de grande escala para as relíquias culturais do Tibet, disse Qiangba Puncog, presidente do Governo Regional Autônomo do Tibet.
"O estado decidiu investir 570 milhões de yuans de 2006 a 2010 para renovar 10 locais de relíquias culturais, incluindo o Templo Jokhang, e podemos dizer que a cultura tibetana jamais foi tão florescente como hoje", disse o presidente. Fim
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