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Budismo na China
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2004-08-17
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por Guilherme Korte
Uma comissão de líderes
religiosos chineses embarcou dia 21 de para os Estados
Unidos a fim de participar do Encontro Mundial dos
Líderes Religiosos para a Paz no milênio, a ser
realizado na sede da ONU, em Nova York, entre os dias 28 e
31 de agosto. Na China existem 56 grupos étnicos, cada
um com sua própria cultura e religião, mas entre
todas as religiões, o budismo é a que mais tem
adeptos. É muito difícil avaliar o número de
praticantes do budismo na China, pois estão espalhados
por todo o pais, e não existe um ritual de
iniciação com contagem de novos adeptos. O budismo
chinês tem pelo menos 40 mil monges e monjas e mais de
5 mil templos e monastérios. O budismo tibetano é
praticado pela maioria das 7 milhões de pessoas das
etnias Mongol, Tu, Naxi, Pumi e Moinba, e com 120 mil monges
em 3 mil templos e monastérios. O budismo Pali é
se professa principalmente pelos grupos étnicos Dai,
Bulang, Deang, Va e Acheng. Conta com mais de 8 mil monges
em mil templos. A tradição se iniciou durante o
reinado do Imperador Ming da dinastia Han do leste (25-220
d.C.) que encomendou a Cai Yin e mais 17 dirigentes e
intelectuais a irem a diversos países a oeste da China
em busca de informações sobre o Budismo.
Encontram-se com Kasyapamatanga e Dharmaranya, duas grandes
expressões do budismo na Índia, à época,
convidando-os para uma visita à capital Luoyang, da
época. Os dois líderes espirituais trouxeram em
lombo de cavalos brancos, imagens e sutras budistas. O
Imperador Ming ordenou a construção de uma
residência para eles em Luoyang, transformando-se no
primeiro templo budista da China, o monastério Baima
(Cavalo Branco em chinês). Foram os primeiros 42 sutras
do budismo hindu traduzidos. Mais tarde, o budismo foi
amplamente divulgado na China durante os reinados Han do
leste dos Imperadores Huan Di e Ling Di (147 - 189 d.C.).
Quando Sakyamuni fundou o budismo na antiga Índia,
diferentes formas de pregação se adaptaram aos
diferentes públicos. Depois da morte de Sakyamuni, seus
seguidores estabeleceram várias seitas conforme seus
próprios entendimentos. Entre estas seitas, as de
Mahayana e Theravanda são as maiores. O budismo
Theravanda prega a superação da ilusão e a
despreocupação pela morte, de modo que o
indivíduo possa converter-se em um Avatara, um santo
iluminado. O budismo Mahayana enfatiza a salvação
não só de si mesmo mas também de outros seres
vivos. Mahayana tem duas formas: tantrismo e a escola
aberta, que foi anteriormente dividida nas escolas
Madhyamika e Yogacara. Durante os anos entre as dinastias
Han do Leste e Song, 130 estudiosos chineses e estrangeiros
traduziram escrituras budistas para o chinês. De todos
os tradutores na história do budismo chinês, o
monge Xuan Zang da dinastia Tang foi considerado o melhor.
Viajou quase 25 mil quilômetros em 17 anos, trazendo da
Índia 520 escrituras budistas em sanscrito e dedicou 20
anos para sua tradução ao chinês de 1335
textos em 75 capítulos das escrituras do budismo
Mahayana. Os monastérios e pagodes budistas
encontram-se em todas as regiões da China, e muitos dos
quais são mundialmente famosos por sua arte budista, e
as construções budistas são consideradas como
jóias da antiga arte chinesa. A Associação
Budista da China, estabelecida em 1953, é uma
organização nacional, com 14 filiadas, e seu
próprio jornal, o Fayin.
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