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Islamismo na China
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2004-08-17
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por Guilherme Korte
A introdução do Islamismo na
China, mostra freqüentes contatos entre a China e os
países árabes. Desde a dinastia Tang, (618 -
907)até a dinastia Song (960-1279), muitos comerciantes
muçulmanos de terras árabes e da Pérsia
chegaram à China por rotas marítimas e pelo
caminha da seda. Muitos
comerciantes se casaram com mulheres chinesas e se
estabeleceram no território, transformando-se nos
primeiros muçulmanos chineses. A conquista da Ásia
central e ocidental pelos mongóis no século 13, um
grande número de árabes, persas e turcos vieram e
estabeleceram morada no pais. A crença religiosa comum,
criou uma nova nacionalidade muçulmana, a nacionalidade
Hui da China. Os muçulmanos Hui têm muito em comum
com outras nacionalidades chinesas. Posteriormente, os
grupos étnicos do noroeste , incluídos as
nacionalidades Uygur, Kazak, Ozbek, Tayik, Tatar, Kirguiz,
Salar, Dongxiang e Bonan, se converteram islâmicas.
Agora a China, tem 20 milhões de habitantes
muçulmanos, a maioria dos quais vivem nas regiões
de Xinjiang, Ningxia, Gansu e Qinghai. Estão
também presentes em outras regiões do pais. A vida
dos muçulmanos na China, melhoraram muito desde 1949,
suas liberdades religiosas são garantidas pela
constituição e outras leis. Em 1953, se
estabeleceu a Associação Islâmica da China,
uma organização nacional de muçulmanos. Esta
organização ajuda o governo a implantar a
política de liberdade religiosa e popularizar a cultura
islâmica. A associação publica a revista
"Muçulmanos na China", e dirige 9 institutos
teológicos islâmicos. Hoje a China possui 34.928
monastérios, 45.051 imãs (líderes
religiosos)e 23.480 discípulos que estudam em
institutos teológicos islâmicos em diversas
regiões do pais. Agora, com a política de reforma
e abertura, , com maior poder aquisitivo, viajam em
média 5 mil muçulmanos chineses por ano à
Mecca, cidade sagrada islâmica.
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