| China e Brasil oferecerão à África antena para imagens de satélite |
| 2007-09-19 |
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Por Manuel Martínez
Taiyuan, 19 set (Xinhua) -- A China e o Brasil oferecerão a governos africanos a instalação de uma antena receptora de imagens do satélite de sensoriamento remoto lançado hoje do território chinês, informou à Xinhua o ministro brasileiro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. "A nossa proposta é que o Brasil e a China façam a instalação (de uma estação (de sensoriamento remoto em algum país da África) e que ensinem os técnicos (africanos) a captarem as imagens, disse Rezende, quem veio ao território chinês acompanhar o lançamento. Ele comentou que nas últimas semanas representantes do Brasil e da China concluíram os entendimentos bilaterais para o que será disponibilizado aos africanos. Acrescentou que ambas as chancelarias começarão a apresentar os serviços, que num primeiro momento seriam gratuitos, dadas as parcerias que brasileiros e chineses mantêm com muitos países da África. Contudo, o ministro não descartou a possibilidade de que as imagens que serão captadas pelo CBERS-2B, uma iniciativa sino-brasileira, possam receber algum tipo de contrapartida de países da África, onde ainda não se sabe que país receberia a antena. Rezende considerou que isso poderia ser feito por governos de nações que se encontram com uma relativa situação econômica favorável em relação às demais naquele continente, como seria o caso da África do Sul, da Ângola e da Nigéria, em sua opinião. O lançamento do satélite aconteceu às 11h26 (hora chinesa, 0h26, hora Brasil, 3h26 GMT), na base de lançamentos de Taiyuan, capital da província chinesa de Shanxi, norte do país, a 750 kilómetros de Beijing. O equipamento, que pesa cerca de 1,5 tonelada e foi levado ao espaço pelo foguete chinês Longa Marcha, foi construído e testado por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP), e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, sigla em inglês), ao custo de US$ 15 milhões, Fornecerá imagens para uso em projetos e planejamentos agrícolas, urbanos e de proteção ao meio-ambiente, setor que, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, tem se beneficiado bastante com o projeto CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestre, sigla em inglês). A iniciativa CBERS começou em 1988 e já enviou outros dois satélites (em 1999 e 2003), que como o atual tinham uma expectativa média de vida útil de dois anos. O seu envio foi feito porque o satélite CBERS-2 pode deixar de funcionar a qualquer momento, o que deixaria brasileiros e chineses "cegos" no espaço, já que seriam suspendidas as transmissões das cerca de 250 imagens diárias que os dois países recebem de seus territórios, processo que o engenho lançado hoje garantirá. O ministro de Ciência e Tecnologia informou que no ano que vem se pretende construir, ou na América Central ou no Caribe,uma antena similar à que se ofertará aos africanos Ele acrescentou que os Estados Unidos teriam manifestado interesse em receber as imagens, já que o projeto deles, o Landsat, está prestes a parar de funcionar. O chefe de projetistas de satélites da Cast, Zhang Qingjun disse à Xinhua, que a cooperação sino-brasileira terá continuidade e que novos lançamentos de satélite estão previstos dentro de um ou dois anos. "Poderemos fornecer dados importantes até 2015, pelo menos", observou. Fim |