| Abolição da servidão feudal tibetana equivale ao fim de escravidão nos Estados Unidos, diz tibetólogo |
| 2008-07-23 |
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Nova York, 23 jul (Xinhua) -- Não existe diferença entre a abolição da servidão feudal no Tibet e o fim da escravidão nos Estados Unidos, disse terça-feira Tobdrub Wangben, um importante tibetólogo chinês.
"Muitos americanos não entendem nem a história nem a situação atual no Tibet, tampouco as políticas da China para o local, o que sempre conduz a um preconceito equivocado sobre os assuntos relacionados à região autônoma chinesa, especialmente quando estão influenciados pelas informações 'de apenas um lado'", disse Tobdrub Wangben, também vice-ministro da Comissão dos Assuntos Étnicos do Estado da China, durante uma entrevista à Xinhua. "Quando disse a Larry Seabrook, vereador da cidade de Nova York, que a abolição da servidão feudal no Tibet nos anos 1950 equivale ao fim do sistema de escravidão nos Estados Unidos, Seabrook entendeu muito bem o que eu estava falando", disse o especialista chinês. Depois de ouvir uma breve introdução sobre a situação no Tibet e os fatos dos distúrbios de 14 de março em Lhasa, capital da região autonônoma, Seabrook se ofereceu para ajudar os nortes-americanos a melhorar seu entendimento do Tibet, coordenando para que visitem o Tibet e formem sua própria opinião. "Se eu pudesse dizer aos norte-americanos tudo que é possível sobre a verdade do Tibet, muitos deles poderiam mudar suas idéias esterotipadas", disse Tobdrub, chefe de uma delegação de tibetologistas chineses, composta por quatro especialistas, que chegou a Nova York na sexta-feira passada para promover o entendimento sobre o assunto. Com esperança de que a delegação possa dizer mais verdades sobre o Tibet à população norte-americana, Tobdrub Wangben disse que os intercâmbios de idéias regulares e freqüentes entre os dois povos são muito importantes. A viagem aos Estados Unidos foi muito frutífera, porque muitos funcionários públicos e legisladores norte-americanos disseram que o que ouviram sobre o Tibet é muito diferente do que haviam ouvido no passado, acrescentou. Muitos desses americanos expressaram a esperança de que mais delegações deste tipo visitem os Estados Unidos e troquem idéias com a população. "O povo americano mostrou grande interesse no Tibet e, por isso, retornaremos para atender aos pedidos deles", finalizou o especialista chinês. Fim |