| Beijing 2008: Chama olímpica brilha no topo do monte Qomolangma graças à tecnologia espacial chinesa |
| 2008-05-08 |
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Beijing, 8 maio (Xinhua) -- Durante o revezamento no topo do monte Qomolangma (monte Everest), o mais alto do mundo, a chama da tocha olímpica de Beijing manteve-se sempre brilhante, apesar das condições climáticas adversas. O feito foi devido ao uso de tecnologias avançadas que a China usou nos foquetes da série Longa Marcha.
"A falta de oxigênio e a baixa temperatura são os principais inimigos para a nossa tentativa de acender a tocha no topo do monte e, por isso, a tocha tem que acender sob tais circunstâncias", explicou Zhang Ming, diretora do Centro de Revezamento da Tocha do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Beijing (COJOB). Em janeiro de 2006, a Corporação de Ciência e Indústria Aeronáutica da China, um instituto especializado em projetar sistemas de combustão para foguetes, foi incumbida da tarefa de desenhar o sistema de combustão para a tocha olímpica de Beijing. Liu Xingzhou, o engenheiro-chefe do projeto, disse que o mesmo princípio aplicado para manter os motores de foguetes funcionando com pouco oxigênio foram adotados para manter a tocha acesa no monte Qomolangma. "Instalamos uma válvula para manter a pressão dentro da tocha, que possibilita que o símbolo olímpico possa resistir a ventos de até 65 quilômetros por hora, seis centímetros de chuva por hora e à temperatura de 40 graus negativos", explicou Liu. Outra mudança é que a chama utiliza somente propano, o que diferencia a tocha olímpica de Beijing das anteriores A tocha olímpica de Sydney usou uma mistura de propano e butano, enquanto a tocha de Atenas queimou propileno e butano, que produziu um pouco mais de fuligem, mas tornou a chama mais brilhante. "Nenhum material fica após a combustão, exceto o dióxido de carbono e a água, evitando assim qualquer risco de poluição", acrescentou Liu. O sistema usado para acender a tocha olímpica foi desenvolvido baseado em um sistema para impulsionar foguetes, de acordo com Liu. Comparando a moderna tecnologia da tocha olímpica e a de foguetes, Liu disse que "ambas as áreas são complicadas". "Tanto a tocha olímpica como o foguete envolvem muitas coisas, como a tecnologia de combustão, mecânica de fluidos, termodinâmica, aerodinâmica, ciência de materiais e manufatura", explicou. "Nos sentimos orgulhosos, pois a tocha olímpica de Beijing tem um 'coração' totalmente desenvolvido por cientistas chineses", finalizou o engenheiro-chefe. Fim |