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Brasil e China devem coordenar e cooperar no cenário internacional, diz funcionário brasileiro
2008-07-11
Beijing, 11 jul (Xinhua) -- O Brasil e a China devem trabalhar juntos na cena internacional, uma vez que estarão entre as maiores economias no mundo, manifestou quarta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira.
Segundo Teixeira, que também é presidente da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos (Waipa, sigla em inglês), por exemplo, na questão do subsídio agrícola da Europa, o Brasil e a China, como países em desenvolvimento, estão na mesma posição e devem trabalhar juntos para terminar com o subsídio.
No entanto, indicou que sempre existirão diferenças e conflitos entre os dois, mas "como marido e mulher, que sempre têm discussões, no final vão construir uma boa família".
O entrevistado considera que os países desenvolvidos temem que o Brasil e a China liderem a economia mundial no futuro, por isso, eles querem que os dois países não realizem muita cooperação.
"Devemos não ser influenciados e conversar seriamente sobre a maneira de trabalhar e liderar juntos a economia mudial nos próximos anos", disse Teixeira, assinalando que "a longo prazo, os dois países seguramente serão parceiros estratégicos".
Além disso, ele também espera que durante os Jogos Olímpicos de Beijing em agosto, mais turistas brasileiros visitarão a China, não só porque o Brasil se candidata para os Jogos 2016, mas também porque "a ocasião é uma boa oportunidade de estar próximo da China, sem ser influenciado pela mídia internacional".
Teixeira integra uma delegação de altos funcionários brasileiros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC) e da Apex, que está realizando uma visita de quatro dias em Beijing, como a primeira atividade programada para a Agenda China até 2010. A visita será concluída nesta sexta-feira. Fim
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