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Industria têxtil brasileira deve se preparar para competir com China
2008-03-19
Brasília, 19 mar (Xinhua) -- O secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, alertou a indústria têxtil de Santa Catarina sobre o fim do acordo que limita as importações do setor provenientes da China no final de 2008.
Ele afirmou na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), no dia 17 (segunda-feira), que o governo brasileiro está negociando a renovação do acordo, mas que mesmo assim as indústrias devem estar preparadas para uma maior concorrência com produtos chineses.
O aviso foi dado durante uma palestra sobre os cenários do comércio exterior brasileiro, em uma reunião da Camara de Comércio Exterior da FIESC.
O objetivo brasileiro é manter as cotas que limitam as vendas chinesas para produtos que concorrem diretamente com fabricantes brasileiros.
"Mas é importante que as indústrias estejam atentas e invistam para aumentar a competitividade frente a um cenário de maior concorrência com a China", disse Barral.
O secretário brasileiro também pediu maior participação e suporte das indústrias na negociação com o gigante asiático.
Já o vice-diretor do Conselho para a Indústria Têxtil (CCPIT) e da Camara de Comércio Têxtil (CCOIC) em Beijing, Yang Zhao Hua, diz que a China só enfrentará dificuldades no setor se houver uma crise em escala global.
Yang explica que a produção têxtil da China atingiu cerca de US$ 627 bilhões em 2007 e que, deste valor, somente 28% foi proveniente de exportações, isto é, o equivalente a US$ 175,6 bilhões.
De modo geral, Yang prevê um desenvolvimento positivo para a indústria chinesa em 2008. Ainda que as exportações diminuam um pouco, a demanda doméstica continua crescendo, o que atenua o efeito de possíveis quedas nas exportações.
No próximo mês de abril, uma delegação do governo chinês virá ao Brasil para dar seqüência às negociações referentes ao acordo têxtil entre ambos os países. Fim
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