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Fiesp aponta China como grande parceiro comercial do Brasil
2008-02-14
Brasília, 6 fev (Xinhua) -- No próximo dia 26 de fevereiro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) trará ao Brasil alguns dos principais sinólogos do mundo, para traçarem o atual perfil da economia chinesa, bem como seus desafios e oportunidades. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Fiesp.
O seminário contará com a presença do professor de Relações Internacionais da George Washington University, Harry Harding; do professor da Universidade de Columbia, Daniel Rosen; do especialista em cultura chinesa Bai Fang Schell; do diretor do Asia Society's Center on US-China, em Nova York, Orville Schell; e do vice-presidente para assuntos acadêmicos do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Nova York, Deni Fred Simon.
A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo, com uma taxa de crescimento, nos últimos anos, de quase 10%, superior à das maiores economias mundiais, inclusive a do Brasil.
Em 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático atingiu US$ 2,2 trilhões, transformando o país na quarta maior economia do mundo. Estas cifras apontam que a economia chinesa representa atualmente 13% da economia mundial.
Segundo a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, para os agricultores, o cenário econômico chinês também é animador. O governo central da China aumentará seu orçamento para a realização de investimentos nas áreas rurais em mais de US$ 13,9 bilhões este ano.
O investimento total do governo será de mais de US$ 71,7 bilhões em 2008, baseado no investimento de US$ 57,8 bilhões destinados no ano passado. Os recursos cobrirão a infra-estrutura para projetos de água, gás e eletricidade, e também iniciativas de desenvolvimento de tecnologia agrícola, entre outros.
A Fiesp aponta ainda uma lista de razões para que o Brasil pense na China como grande parceiro comercial: "a China é o maior produtor mundial de alimentos (500 milhões de suínos, 450 milhões de toneladas de grãos); é o maior produtor mundial de milho e arroz; sua agricultura mecanizada, gerando excelentes resultados de produtividade; o aumento nos investimentos na área de educação, principalmente técnica; os investimentos em infra-estrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos."
A instituição destaca também: "a construção da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, gerando energia para as indústrias e habitantes; os investimentos nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo; a China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima."
A Federação ressalta ainda a abertura da economia para a entrada do capital internacional e que muitas empresas multinacionais instalaram e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo, além dos incentivos governamentais e investimentos na produção de tecnologia. Fim
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