| Ministro brasileiro diz que vantagem competitiva da China deve acabar |
| 2007-11-06 |
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Brasília, 6 nov (Xinhua) -- O ministro brasileiro do Trabalho, Carlos Lupi, reconheceu que a China tem uma vantagem competitiva em relação aos produtos brasileiros.
A afirmação foi feita durante a participação do Fórum Trabalho Digno por uma Globalização Justa, organizado pela OIT em Lisboa. No entanto, Lupi acredita que essa vantagem deve acabar na próxima década. "A China está lutando com as condições que tem para garantir a melhoria de vida da sua população. Mas os direitos dos trabalhadores começarão inexoravelmente a ser exigidos e, com isso, a competitividade dela não será tão forte como ela é hoje. Já está acontecendo isso em vários setores," explicou o ministro do Trabalho. O ex-presidente da CUT e atual responsável pelas relaçães internacionais da instituição, João Felício, também presente ao fórum da OIT, disse apostar na mobilização dos trabalhadores chineses para diminuir a competitividade dos produtos fabricados no país. "A esperança nossa é que haja luta sindical no país, para eles elevarem o poder de compra e que haja uma proteção social", afirmou. A China aprovou em junho uma nova lei de contratos trabalhistas com o objetivo de ampliar a proteção aos trabalhadores e punir os empregadores que cometerem abusos. A lei, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008, recebeu críticas de empresas européias e americanas instaladas na China, preocupadas com o encarecimento da mão-de-obra e dos custos de produção no país. Em artigo publicado pelo jornal China Daily, sob o título "Lei trabalhista: não cedendo à pressão", um funcionário da Confederação Nacional dos Sindicatos da China, Xie Liangmin, disse que as empresas estrangeiras que "dependem de mão-de-obra barata para obter lucro violando direitos dos trabalhadores deverão ser finalmente banidas". Fim |