| Embaixador chinês diz que a China é mais uma oportunidade do que uma ameaça |
| 2007-10-31 |
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Genebra, 31 out (Xinhua) -- O crescimento econômico da China trouxe consigo oportunidades e desafios, mas o mundo deve considerar a China como uma oportunidade em vez de uma ameaça, disse terça-feira em Genebra o embaixador chinês na Organização Mundial do Comércio (OMC), Sun Zhenyu.
No fórum "O Papel da China no Comércio Mundial", Sun sublinhou que seu país tem feito grandes contribuições para a economia e o comércio mundial desde sua entrada na OMC em 2001. Segundo Sun, desde então, as importações totais da China aumentaram de US$ 243 bilhões em 2001 para US$ 791 bilhões em 2006, um aumento anual de 45%. Durante o mesmo período, as importações da China dos outros países em desenvolvimento cresceram de US$ 123 bilhões para US$ 472 bilhões, um aumento anual de 56%. Em 2006, a China contribuiu com 25% para o crescimento econômico mundial. A importação de algodão da China também ajudou os agricultores pobres da África, que haviam sofrido muito por causa dos baixos preços no mercado mundial, causados por subsídios dados pelos países desenvolvidos aos seus agricultores de algodão. No entanto, a China ainda precisa aumentar a eficiência no consumo de energia e dar prioridade à proteção ao meio ambiente, disse Sun, que acrescentou que o país continuará a trabalhar de maneira construtiva com outros membros da OMC, sobretudo com os membros em desenvolvimento, para conseguir um resultado equilibrado nas negociações comerciais da Rodada de Doha e um desenvolvimento de benefício favorável a todos. De acordo com o embaixador, a China tem uma experiência histórica semelhante às de muitos países em desenvolvimento, de modo que seja natural para a China mostrar simpatia e apoio aos pedidos e posições legítimas dos outros países em desenvolvimento, especialmente dos países menos desenvolvidos (PMDs) e das economias pequenas e vulneráveis. "A China continuará a dar assistência técnica aos PMDs e a outros países em desenvolvimento, sobretudo no programa de ajuda em troca de comércio, e oferecerá um tratamento sem tarifas e sem cotas aos PMDs que mantêm relações diplomáticas com a China". Fim |