| China e Brasil coincidem em incentivar empresas a investir no exterior |
| 2007-09-10 |
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Xiamen, 10 set (Xinhua) -- China e Brasil, duas das mais destacadas "economias emergentes", coincidem na política de incentivar suas empresas a investirem no estrangeiro a fim de melhorarem a competitividade no mercado mundial, segundo altos funcionários de ambos os países.
"Investir em países estrangeiros é uma medida para garantir a operação sustentável das empresas brasileiras", disse Ivan Ramalho, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil na 11ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China (CIFIT, sigla em inglês), que se realiza desde sábado na cidade de Xiamen, no sudoeste da China. Segundo Ramalho, companhias brasileiras como Embraer, CVRD e Embraco investiram na China. As empresas Petrobras, CVRD e Embraco se tornaram exemplos de operação bem-sucedida no mercado global, apesar da concorrência acirrada, apontou o funcionário. No entanto, disse ele, a América Latina está em uma etapa incipiente quanto à elaboração de políticas de incentivo para a internacionalização de suas empresas, apesar da crescente importância das companhias multinacionais na economia global. O governo brasileiro intensificou medidas administrativas para apoiar a internacionalização de suas empresas, por exemplo, através da oferta de serviços financeiros mediante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal banco de investimento do Brasil, assegurou Ramalho. Por outro lado, a China se encontra em uma fase semelhante. Segundo o Ministério do Comércio do país asiático, as empresas chinesas só estão comecendo a entrar nas primeiras etapas da prática de investir no estrangeiro, por isso ainda carecem de experiências. China e Brasil são os países em desenvolvimento mais importantes da Ásia e da América Latina, respectivamente, e gozam de grande complementariedade econômica e um enorme potencial de colaboração em matéria de investimentos e comércio, destacou Chen Jian, ministro adjunto do Comércio da China, em um simpósio sobre a cooperação econômica e comercial entre os dois países, realizado durante a feira. Até o fim de junho de 2007, a China investiu cerca de US$ 100 milhões no Brasil nos setores de mineração, eletrodomésticos, processamento de madeiras e telecomunicações, entre outros. Durante esse mesmo período, o Brasil pôs na China cerca de US$ 210 milhões em setores como componentes de refrigeradores, aviões, têxteis, energia hidráulica e peças de automotores. Em 2006, o volume de comércio exterior entre os dois países atingiu um recorde de US$ 20,3 bilhões, um crescimento anual de 37%. A 10ª CIFIT, inaugurada em 8 de setembro em Xiamen, da província de Fujian, tem como objetivo fomentar investimentos de empresas chinesas no estrangeiro e ao mesmo tempo atrair investimentos estrangeiros. Durante a feira se realizaram, diante de empresários de todas as regiões da China, diversas apresentações sobre o ambiente de investimento do Brasil, Costa Rica, Caribe, Canadá, e Alemanha, entre outros, com o objetivo de apresentar as vantagens para investimentos. Fim |