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UE assegura tratamento de economia de mercado a calçadistas chineses
2006-06-11

Beijing, 9 jun (Xinhua) -- O chefe da Comissão de Comércio da
União Européia, Peter Mandelson, comprometeu-se a realizar
esforços significativos para assegurar que os fabricantes de
calçado chineses recebam um tratamento de economia de mercado na
investigação final antidumping da União Européia (UE).
   De acordo com o Departamento de Comunicação do Ministério do
Comércio, Mandelson fez as declarações depois da insatisfação de 
Bo Xilai, ministro do Comércio chinês, exibida em uma reunião a
portas fechadas na quarta-feira, durante a avaliação preliminar
européia sobre as exportações de calçado chinês.  
   "Não se trata de um enfretamento exclusivo contra o protocolo
antidumping da Organização Mundial do Comércio, mas também contra
a legislação européia. A China pede à UE uma sentença final justa
em relação às empresas calçadistas implicadas no processo",
afirmou Bo.
   Fontes do Ministério do Comércio indicaram o compromisso de
Mandelson para considerar seriamente a demanda chinesa e assegurar
que os fabricantes chineses qualificados recebam o  tratamento de
economia de mercado que merecem.
   Ambas as partes fizeram declarações positivas sobre as relações
comerciais sino-européias e concordaram em ampliar os esforços
conjuntos para elevar o nível dessas mesmas relações.
   Ao mesmo tempo, Bo informou ao chefe da Comissão de Comércio da
UE sobre os últimos avanços do país asiático na proteção dos
direitos de propriedade intelectual, especialmente no setor
varejista, e a supervisão judicial. No mesmo sentido, Bo aunciou a
criação de centros de  atendimento para todas as pessoas que, de
uma forma ou de outra, se vêem prejudicadas por violações desses
direitos em todo o país.
   "A China deseja fortalecer sua cooperação com a UE e aprender
as experiências européias na proteção de direitos de propriedade
intelectual", destacou o ministro.
   Sobre a Agenda de Desenvolvimento de Doha, Bo pediu às
instituições européias  uma posição mais flexível na área agrícola.
"Como país em desenvolvimento, a China vem trabalhando com firmeza
para conseguir um avanço nas negociações. A UE deve compreender e
apoiar a posição chinesa sobre o  papel a ser desempenhado pelos
países em desenvolvimento e pelos novos membros".
   Mandelson, por sua parte, afirmou que a UE deseja fortalecer
igualmente sua cooperação com a China em futuros encontros.
   Ambos os lados também trocaram pontos de vista sobre a revisão
do acordo de cooperação econômica e comercial sino-europeu, a
integração da China à economia de mercado e as políticas do país
asiático sobre a importação de acessórios e peças de automóveis.
   Mandelson está na China para uma visita oficial de cinco dias a
convite de Bo Xilai. Fim

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